IPCA cai, mas brasileiro não sente

Depois de anos sofrendo com altas taxas de inflação, o Brasil viu o índice chegar a um dos níveis mais baixos da história em 2017. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) marcou 2,95% no ano passado. Foi a menor taxa desde 1998 e a primeira vez que a inflação ficou abaixo do piso da meta estipulada pelo Banco Central (BC), de 3%. O consumidor pernambucano, no entanto, diz que ainda não sente a redução. Mas o IBGE explica: apenas os preços dos alimentos caíram ao longo de 2017 e eles já voltaram a subir no último mês do ano.

Os números divulgados nessa quarta-feira (10) pelo IBGE mostram que o grupo de Alimentação e Bebidas, que responde por 25% das despesas das famílias brasileiras, caiu 1,87% em 2017 por conta da supersafra, que aumentou a produção agrícola, reduzindo os preços de produtos que vinham pesando no bolso no brasileiro. O quilo do feijão, por exemplo, passou dos R$ 15 em 2016, mas ficou 46% mais barato no ano passado. Frutas (-16,52%), leite (-8,44%), tomate (-4,23%) e carnes (-2,5%) também passaram a custar menos. Essa queda, porém, começou a se reverter em dezembro, quando o grupo acelerou 0,54%, e também acabou sendo ofuscada ao longo do ano por conta dos aumentos sofridos por outros itens importantes do orçamento familiar. O gás de botijão, por exemplo, ficou 16% mais caro, com uma alta ainda maior no Recife: 33,52%. A energia elétrica subiu mais 10,35%. E a gasolina, 10,32%. Ainda tiveram altas a taxa de água e esgoto (10,52%), os remédios (4,44%), os planos de saúde (13,53%) e a educação (7,11%). (Folha de Pernambuco)


Publicado por: Daniel Campos - 11/01/2018 - 14:00:00

 


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