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Após rebeliões, ministra Cármen Lúcia visita Goiás para vistoria em presídio

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, está em Goiânia para discutir os problemas no sistema prisional do estado. Ela chegou ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) na manhã desta segunda-feira (8), por volta das 8h50, para uma reunião no órgão e também para visitar Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, onde ocorreram três rebeliões em uma semana. O primeiro motim deixou nove mortos e 14 feridos.

A ministra foi recebida pelo presidente do TJ-GO, desembargador Gilberto Marques Filho, e pelo governador Marconi Perillo (PSDB) (veja vídeo abaixo). Após uma reunião de cerca de 1h na sala da presidência, eles foram para o salão nobre do tribunal. A imprensa foi liberada para entrar no local por alguns minutos, mas depois precisou se retirar e as portas foram fechadas.

Na ocasião das rebeliões, Perillo afirmou, em entrevista à Rádio CBN, que havia solicitado uma reunião "imediata" com Cármen para discutir a crise no sistema prisional. Antes disso, a presidente do STF já havia ordenado uma vistoria na Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, onde ocorreram as duas primeiras rebeliões.

O relatório com os resultados da inspeção apontou diversas irregularidades na complexo prisional. Além disso, o CNJ já havia avaliado a Colônia e a Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG) e concluído que a unidade estava em "péssimas" condições. Atualmente, o complexo abriga quase três vezes mais presos do que a capacidade para a qual foi projetado. (G1)


Publicado por: Daniel Campos - 08/01/2018 - 10:02:22

 


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